sábado, 28 de novembro de 2009

A RESTAURAÇÃO ESPIRITUAL DE DAVI



INTRODUÇÃO

No Salmo 51, Davi expressou o arrependimento: “Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias.” É isso que deve vir ao conhecimento do verdadeiro cristão. Estamos vivendo em dias de indolência mental, moral e espiritual, portanto um tempo de pensamentos superficiais em relação a Deus e aos assuntos eternos. Os atributos divinos foram dispensados mesmo nas escolas teológicas, em troca de matérias secas, desinteressantes e sem valor. Ha momentos na vida do cristão em que a restauração se torna indispensável. Davi mostrou que existia dentro dele o arrependimento, a confissão e o abandono do pecado.

DEFINIÇÃO DA PALAVRA RESTAURAÇÃO

No grego “apokatastasis”, formado de “apo”, “para trás, de novo”, “Kathistemi,” “pôr em ordem”, estabelecer em ordem”, é usado em At 3.21 (restauração). Concernente a Israel em seu futuro estado regenerado. Nos papiros, é usado para se referir a uma cela do templo de uma deusa, a um “conserto” de estrada pública, á “restauração” de bens a seus donos legítimos, a um  “balanço” de contas.

RESTAURAÇÃO ESPIRITUAL

Davi foi um homem que tinha o hábito de praticar diariamente as leis espirituais, e principalmente a Adoração, no seu reinado houve grande prosperidade, foram 40 anos de paz e prosperidade, e por ter seu coração segundo o coração de Deus, Deus lhe prometeu uma dinastia eterna (ICr 17.11,12).

Davi trouxe de volta a arca da aliança que representava a presença e a gloria de Deus (ICr 13) esta havia sido roubada no tempo do sacerdote Eli, Saul  nem se quer lembrou que existia a arca da aliança. Davi erra na primeira tentativa de trazer a arca, mas não desiste, e consegue trazer a arca e proclama adoração contínua ao Senhor, e Deus traz prosperidade e paz ao povo.

A palavra de Deus mostra o caminho da restauração da glória de Deus na Igreja, que é a Adoração, “Vinho novo gotejará dos montes” (NVI) tempo em que o Espírito Santo será derramado sobre toda a carne, gerando profecias, sonhos e visões.

O CAMINHO DA RESTAURAÇÃO PELA CONFISSÃO DE DAVI

“Então, disse Davi a Natã: Pequei contra o Senhor” (IISm 12.13). O caso de Davi é um grande exemplo de como a graça de Deus se manifestou no Antigo Testamento. Se o Senhor não houvesse agido de forma graciosa para com Davi, o homem segundo o coração de Deus não seria restaurado, nem serviria como exemplo para aqueles que um dia caíram. Cumpre-se o que diz Paulo aos romanos: “Porque tudo que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito, para que, pela paciência e consolação das Escrituras, tenhamos esperança” (Rm 15.4).
A idéia de confissão exige da pessoa o desejo de abandonar o erro. Deus não quer que leiamos para Ele a lista de nossos erros, e sim que os confessemos, admitindo nossas falhas e dependendo dEle para nossa restauração. (Pv 28.13)

OUTRO EXEMPLO DE CONFISSÃO NA BÍBLIA


Embora Abraão tenha falhado com Deus no Egito, o Senhor não o abandonou (Sl 37.23-24). Através do castigo ele foi restaurado novamente para Deus (Hb 12.6-11). Embora a fé das pessoas regeneradas possa falhar de vez em quando, ela nunca é vencida (Hb 12.2; Lc 22.32). Abraão voltou para Canaã e à comunhão com Deus. Ele estava confiando em sua própria sabedoria quando ele desceu ao Egito. Cada passo de descrença o envolveu em maiores dificuldades. Depois de ser castigado e lembrado da habilidade de Deus em cuidar de Seus filhos, ele retornou ao lugar onde havia abandonado a Deus, e então começou novamente a ter comunhão com Ele. A oração de Abraão sem dúvida incluiu uma confissão de seu pecado (IJo 1.7-9).


O QUEBRANTAMENTO PERMITE A RESTAURAÇÃO ESPIRITUAL


Após a história contada pelo profeta Natã, e percebendo que agira contra os princípios de Deus, Davi se quebranta e admite seu pecado. Mesmo tendo pecado e tentado ocultar o que fizera, Davi tinha um coração bom e voltado para Deus, pois era uma pessoa quebrantada. Ele podia, como rei, punir Natã ou mesmo se escusar daquela acusação, mas se quebrantou diante do profeta e reconheceu seu pecado. Era isto que Deus esperava dele, e assim começou a recuperação de Davi. Deus sabe a forma como nos convencer de nossos pecados, mas é necessário dar ouvidos à sua voz.

A RESTAURAÇÃO E A ATITUDE DE DAVI DIANTE DO PECADO

- Reconhecendo a misericórdia de Deus.  Os versículos 1 e 2 do salmo 51 mostram o pavor de Davi pelo pecado cometido contra a Santidade de Deus, e clama com todo ímpeto de sua alma pela Sua misericórdia:  Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias. Lava-me completamente da minha iniqüidade e purifica-me do meu pecado”. Esse clamor mostra o desespero de Davi por perda de algo muito importante. Para restaurar a sua posição original ele necessitava do favor e da compaixão do Senhor.  Mas, para encontrar o caminho da restauração, Davi precisava:
a) Admitir o seu pecado( Sl 51.3) – “...eu conheço as minhas transgressões...”. Davi por um tempo escondeu o seu pecado, mas isso estava arruinando a sua vida (a alegria foi embora, a mão de Deus pesava sobre ele, etc). Até que ele viu seriamente sua situação e teve convicção do pecado. Não há esperança de perdão e restauração enquanto você não admitir o seu pecado. Não olhe para os outros. Não julgue e nem culpe os outros. Pare de se justificar.  Diga como Davi:  ” Eu reconheço as minhas transgressões”. Pequei contra o Senhor”. Ou como o filho pródigo: “Pai, eu pequei contra os céus e diante de ti”. Davi reconheceu que o problema não estava fora dele (beleza de Bate-Seba), mas no seu coração sujo. O caminho da restauração passa pelo arrependimento e confissão do erro cometido e abandono da prática do pecado. O arrependimento é o reconhecimento de que você não merece nada a não ser o juízo.  
b) Confessar o seu pecado (IISm 12.13) – “Então, disse Davi a Natã: Pequei contra o Senhor”. Quando confessamos nossas faltas ao Senhor, damos o primeiro passo em direção à recuperação da comunhão com Ele. "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça."(IJoão 1.9). 
 c) Buscar o perdão de Deus (Sl 51.1) - “Tem misericórdia de mim, ó Deus”. Davi reconheceu sua culpa, mas foi além.  Davi não se suicidou, não fugiu de Deus, mas correu para ele. Precisava ser perdoado e purificado. Davi pecou contra Deus, mas o que ele mais deseja é ter Deus de volta. Muitos que pecam, abandonam a sua fé em Deus, abandonam a comunhão com os irmãos da Igreja, a Bíblia, a oração. Fogem de Deus, que é o caminho oposto ao arrependimento.  Mas Davi sabia que só Deus podia restaurá-lo, e que Deus não rejeita um coração quebrantado.
- Reconhecendo a nossa pecaminosidade e a santidade de Deus. A falta de reconhecimento, por parte do pecador, pela ofensa cometida contra a santidade de Deus, ofende sobremaneira a sua justiça.  Após a história contada por Natã, e percebendo que agira contra os princípios de Deus, Davi se quebranta e admite seu pecado. Nos versículos 2 e 3 do Salmo 51, Davi reconhece sua iniqüidade e transgressão:  Lava-me completamente da minha iniqüidade e purifica-me do meu pecado. Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim”.


CONCLUSÃO

Vimos que a queda de Davi se deu em um momento da vida quando tudo estava caminhando de forma correta. Ele não estava em um momento de aperto ou adversidade, mas descansado e sozinho no palácio. O pecado de Davi ocorreu de forma rápida, e as ações dele para encobrir esse pecado também, mas as conseqüências do seu erro foram duras com a vida de Davi, e o seu exemplo nos serve de ensino ainda hoje. Ele reconheceu o seu erro e pediu a misericórdia de Deus sobre a sua vida. Em nossos dias os servos de Deus precisam reconhecer os seus erros e ter um melhor relacionamento com Deus, assim obedecendo aos seus estatutos e guardando a sua Palavra.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Lições bíblicas – CPAD
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal – CPAD
Historia de Israel no Antigo Testamento - CPAD
Ministério Palavra Prudente
Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD
As grandes Doutrinas da Bíblia – CPAD
Davi, um modelo de sucesso pelo arrependimento - MUNDO CRISTÃO





sábado, 21 de novembro de 2009

O PECADO DE DAVI E SUAS CONSEQUÊNCIAS



INTRODUÇÃO

O pecado trouxe para Davi conseqüências terríveis. Pode ser que Davi não tenha considerado e nem pensado nas implicações que seu ato lhe traria. Satanás ajeita o pecado para que pareça ser lindo, virtuoso, desejoso, saudável, aceitável, bom, masculino (ou feminino), verdadeiro e vantajoso. Ele aparenta o orgulho como sendo fineza e organização, a cobiça ele mostra como esperteza admirável, a bebida ele apresenta como companheirismo, as iras como auto expressão, ganância como um direito, vingança como justiça e as brigas como uma manifestação de liberdade. Mas a realidade está longe da aparência. O pecado traz desastrosas e inevitáveis seqüelas. Por isso, o pecado de Davi, bem como seus resultados, não ficaram ocultos, para que servissem de advertência para todo aquele que deseja um dia morar no céu.

AS FONTES DA TENTAÇÃO

Um dos maiores desafios enfrentados pelo cristão é vencer a tentação. Isto porque, diariamente, todos nós somos tentados a pecar contra Deus; quer seja através de pensamentos, palavras, obras ou omissão. Podemos observar na Palavra de Deus, pelo menos três principais fontes da tentação.

O Diabo - É o principal agente da tentação. O apóstolo Paulo, escrevendo aos Tessalonicenses diz: “temendo que o tentador vos tentasse” (ITs 3.5). Aos Coríntios ele escreve dizendo que temia que eles fossem enganados pela serpente (IICo 11.3); E, o apóstolo Pedro diz que ele “anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” (IPe 5.8). Por esta razão, o apóstolo Tiago diz: “Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg 4.7).
A Carne - Refere-se à natureza caída, isto é, às paixões, aos desejos e apetites desordenados que reinam em nossa natureza, conforme podemos ver em (ICo 10.13); é o mais perigoso de todos os inimigos; pois, enquanto os demais são externos, este inimigo é interno.
O Mundo - Escrevendo a Tito, o apóstolo Paulo diz que a graça de Deus nos ensina a renunciar às paixões mundanas (Tt 2.13). A Palavra de Deus nos diz que podemos vencer o mundo, através da fé (IJo 5.4).

A TENTAÇÃO DE DAVI


Davi foi um bom rei. Conduziu bem Israel e prosperaram grandemente em seu reinado. Era temente a Deus e geralmente seguia os desígnios do Senhor cuidadosamente. As escrituras recordam que era um homem segundo o coração de Deus.
Davi pecou gravemente contra o Senhor. Um dia, quando se supunha estar guiando seus exércitos, ficou em casa. Satanás então o tentou com uma mulher chamada Bate-seba e Davi caiu em pecado com ela. Quando ela reconheceu que estava grávida, Davi chamou seu marido, Urias, o heteu, à sua casa, a fim de montar uma trama que escondesse seu pecado.


O GRANDE PECADO DE DAVI


Podemos ver nesta lição a honestidade bíblica. Deus não passa a mão por cima dos nossos pecados e falhas.
A Queda de Davi (ISm 11) - Davi foi um grande homem de Deus. O Salmo 42.1 diz: “Assim como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus”.  Até o homem fiel a Deus pode cair no pecado. É necessário ter maior cuidado e saber o que é preciso para evitar isso. Observe algumas coisas sobre este assunto:
- Era uma época do ano em que os reis saíram à guerra. Mas Davi ficou em casa relaxado. Ele negligenciou seu dever como rei de Israel. Ele caiu por causa do seu próprio fracasso, não por causa dos seus inimigos de fora.
- Enquanto estava relaxado o Diabo o atacou. Davi viu uma mulher tão linda e olhou para ela,   cobiçou-a e a tomou. Olhar por acaso é uma coisa, mas olhar de propósito é outra. É necessário saber o que está se vendo no dia-dia (internet, TV, vizinho (a), DVD e outros).
- Bate-seba estava tomando banho num lugar inconveniente? Ao menos se comportou muito imprudentemente. Davi mandou trazê-la ao seu palácio, houve pecado entre os dois e ela concebeu.
- O marido (Urias) de Bate-seba estava longe de casa na guerra. Então Davi mandou trazer de volta. Por quê? Para tentar esconder o seu pecado? Porque a intenção de Davi era que Urias fosse passar a noite com a sua esposa depois de muito tempo na guerra.
- Não deu, porque Urias era homem muito fiel e nobre. Ele não passou a noite com a sua esposa, mas ficou à porta da casa real a noite toda. Era homem de muita honra e lealdade a Israel. Veja v. 8-15.
- Por isso Davi mandou Joabe através de Urias colocá-lo na frente da maior força da peleja. Por quê? Para que fosse ferido e morto. O pior é que Davi mandou Urias de volta à guerra com sua própria sentença de morte em mãos. Em verdade, Davi mandou matar Urias.
- Urias morreu sem saber nada sobre o que tinha acontecido. Urias era homem de princípios e é muito difícil levar um homem assim para o lado errado.
- Davi achou que tudo estava escondido, mas como Davi se enganou. “Porém esta coisa que Davi fez pareceu mal aos olhos do Senhor”, v. 27.


AS CONSEQUÊNCIAS E SENTENÇA DO PECADO DE DAVI (IISm 12)

- A criança que nasceu em decorrência desse pecado de adultério morreu, causando grande tristeza em Davi (IISm 12.15-20);
- Dos filhos do rei havia um favorito entre eles, era um belo jovem chamado Absalão. O jovem tinha cabelo bonito e longo, do qual sentia muito orgulho. Cortava-o e pesava-o todo ano.
- Absalão tinha uma irmã formosa chamada Tamar. Amnom, meio irmão de Absalão, amava-a, mas, quando tentou seduzi-la para o pecado, ela não aceitou, e então a forçou. Como esse ato pecaminoso deve ter ferido o coração do rei. Mas lembre-se de que o profeta tinha dito que tristezas cairiam sobre ele por causa de seu pecado.
- Para piorar a tragédia, Absalão odiava Amnom e organizou um plano para assassiná-lo. Nunca falou a Amnom sobre seu pecado, simplesmente o matou. Depois, partiu e permaneceu distante por três anos e o coração de Davi ansiava por Absalão.
- Absalão era um homem orgulhoso, seu coração tinha se voltado para o mal e não nutria nenhum amor por seu pai. Preferia sair para roubar os corações do povo de Israel e fomentar insurreições contra o rei. Sugeria que seu pai era um juiz injusto e que, se ele (Absalão) fosse rei, seria sempre justo. Enviou espiões para anunciar que era o rei de todas as tribos de Israel.
- Organizou-se uma forte conspiração, e então o rei Davi foi forçado a deixar o palácio e Absalão foi e desonrou sua casa. Em meio a tudo isso, o coração de Davi ansiava por Absalão.
Foi necessário que os exércitos de Davi saíssem e lutassem por seu rei contra seu próprio filho. Davi ordenou a Joabe, o chefe de todo o seu exército, que lidasse amavelmente com Absalão. Os servos de Davi, no entanto, não tiveram que conquistar Absalão, porque Deus conduziu sua mula para que fosse enforcado em um grande carvalho. Joabe matou-o então, enterrou-o e enviou um comunicado ao rei.
- O coração de Davi ficou extremamente angustiado e ele chorou muito por seu desobediente filho. Deve ter se lembrado de seu próprio pecado e sentiu-se culpado pelo destino de Absalão.


UM PECADO FACILITA OUTRO PECADO 


Veja os exemplos que ilustram Salmo 1.1
  • Gn 13.12, "armou as tendas até Sodoma"
  • Gn 14.12, logo "habitava em Sodoma"
  • Gn 19.7, chamou os habitantes "meus irmãos"
  • Gn 19.8, fez besteira com as filhas
  • Gn 19.17,26, a mulher de Ló olhava para traz.
IISm 11.1-17. O "ver" (v.2) facilitou o "perguntar" (v.3) que facilitou, por sua vez, o "envio dos mensageiros" e o "trazer" (v. 4). Logo Davi "entrou" e se "deitou" (v. 5). Este pecado levou Davi a manipular a “Urias” (v. 7-13) e logo planejou a "morte" (v. 14,15) e assim cometeu o "homicídio" (v. 16,17).


CONCLUSÃO


ICo 5.6, "um pouco de fermento faz levedar toda a massa"
Muitas vezes desprezamos algo pequeno, dessa forma este pecado cresce e destrói, cria armadilhas dentro de nós sem que o percebamos. Logo, ele toma conta da nossa subconsciência, infiltra-se em nossa lógica e modifica a nossa defesa automaticamente sem que tenhamos qualquer idéia do que está acontecendo. Quando percebemos um pecado que começou pequeno e que ficou desprezado, já estamos dominados por ele e prontos para sermos destruídos. Paulo ensina aos Coríntios que a falta de perdoar um pode findar em destruição total nos ardis de Satanás (IICo 2.10,11). Um pequeno furo no casco de um navio pode levá-lo ao naufrágio. Um tropeço pode levar-nos a um tremendo tombo.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Lições bíblicas – CPAD
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal – CPAD
História de Israel no Antigo Testamento - CPAD
Ministério Palavra Prudente
Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD
As grandes Doutrinas da Bíblia – CPAD
Davi, um modelo de sucesso pelo arrependimento - MUNDO CRISTÃO

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A EXPANSÃO DO REINO DAVÍDICO



INTRODUÇÃO

Davi minimiza as rivalidades entre Norte e Sul e implementa uma unidade política incomparável com a que foi experimentada nos dias de Saul. O reino de Davi, ao contrário de Saul, foi de natureza assimiladora e respeitosa das tradições religiosas locais, embora conserve visão unificadora determinada em torno do rei e de seu Deus Jeová. O seu território foi o maior em qualquer tempo ocupado pela nação de Israel. Davi julgava e fazia justiça a todo o seu povo. O seu poder militar estava à altura dos grandes reinos daquele tempo, e o país tinha uma posição estratégica no oriente médio que favorecia o comércio.

UMA BREVE HISTÓRIA SOBRE JERUSALÉM

Jerusalém deixou de ser capturada durante a conquista de Canaã por Josué e permaneceu em mãos dos cananeus até o tempo em que Davi chegou ao reino. O exército de Davi tomou Jebus de assalto, e Davi fez dela sua capital (IISm 5.5-7; ICr 11.4-7). Jerusalém serviu de capital política de Israel durante o reino unido e, posteriormente, do reino do sul, Judá. Salomão, sucessor de Davi, edificou o templo do Senhor em Jerusalém de modo que a cidade também se tornou o centro religioso de adoração ao Deus do concerto.
Quando Davi fez de Jerusalém a sua capital, esta começou a receber vários outros nomes em consonância com a sua índole; nomes como: “Sião” (IISm 5.7); “A Cidade de Davi” (IRs 2.10); “Santa Cidade” (Ne 11.1); “A Cidade de Deus” (Sl 46.4); “A Cidade do Grande Rei” (Sl 48.2); “Cidade de Justiça, Cidade Fiel” (Is 1.26); “A Cidade do Senhor” (Is 60.14); “O Senhor está Ali” (Ez 48.35) e “A Cidade de Verdade” (Zc 8.3). Alguns desses nomes proféticos para a futura cidade de Jerusalém.

EXPANDINDO COM ESTRATÉGIA

As promessas de Deus para o reino de Davi foram primeiro cumpridas pelos sucessos militares e administrativos de seu governo, Davi subjugou os filisteus pelo oeste, os moabitas no leste, Zobá e Damasco no norte e os edomitas no sul (IISm 8.1-14). Aliás, “o Senhor dava vitórias a Davi, por onde quer que ia” (IISm 8.14).
A expansão do contingente militar e administrativo incluiu os soldados mercenários dos quereteus (Creta) e peretitas (filisteus?) sob o comando de Benaia (cf. IISm 15.18; 20.7, 23). A Abiatar juntou-se Zadoque como sacerdote. Entre os conselheiros civis, incluíam-se um cronista e um escrivão (IISm 8.15-18).

DAVI VENCE E SUBMETE OS POVOS VIZINHOS

Uma das promessas dadas pelo SENHOR a Davi foi que os inimigos de Israel seriam derrotados e não mais o oprimiriam (IISm 7.10,11). Deus cumpriu esta promessa ajudando Davi a vencer as nações que se lhe opunham. Muitos inimigos são citados aqui:
·         Os filisteus eram um inimigo perpétuo e inveterado de Israel. Davi terminou a tarefa de expulsá-los, não só do território de Israel, mas mesmo das suas próprias fronteiras. Eles habitavam em uma grande parte daquela terra, especialmente ao sul.
·         Os moabitas, descendentes de Ló que viviam ao oriente do mar Morto. Eram uma ameaça militar e religiosa constante a Israel (Nm 25.1-3; Jz 3.12-30; lSm 14.47). Davi matou os maiores e fez dos menores servos para pagar-lhe tributo.
·         O rei de Zoba, Hadadezer, filho de Reobe, que, ao ser derrotado, permitiu que se cumprisse a promessa de Deus a Abraão que Israel iria controlar o território ao norte até o rio Eufrates (Gn 15.18). O rei de Hamate, Toí, ao saber da vitória de Davi sobre Hadadezer, mandou seu filho levar-lhe objetos de prata, de ouro e de bronze para saudá-lo e congratular-se com ele porque era seu inimigo também.
·         Os edomitas, descendentes de Esaú (Gn 36.1), também grandes inimigos de Israel (IIRs 8.20; Jr 49.7-22; Ez 25.12-14). Davi os submeteu e fez deles seus servos.
Com as suas vitórias Davi obteve grande e valioso despojo, que ele consagrou ao SENHOR. O seu território se expandiu consideravelmente para o norte, sul e leste - não para o oeste porque já terminava nas praias do mar Mediterrâneo. O seu território foi o maior a qualquer tempo ocupado pela nação de Israel. Davi julgava e fazia justiça a todo o seu povo. O seu poder militar estava à altura dos grandes reinos daquele tempo, e o país tinha uma posição estratégica no oriente médio que favorecia o comércio.
 DAVI RESTAURA O CULTO


O triunfo do reinado de Davi estava no desvelo pelo culto ao Senhor. Esta é uma das fortes e notórias diferenças entre Davi e Saul. Enquanto Saul não demonstrava muita preocupação com o culto ao Senhor e com os ministros do culto, Davi comprova um zelo especial pela adoração a Deus (Leia os capítulos 6 e 7 de 2 Samuel).  Ele otimizou a liturgia do culto dando mais esplendor e vigor, e incentivando o povo a adorar ao Deus de Israel. Ele procurou ser um patrono do culto religioso e com a inspiração do Espírito Santo ele teve oportunidade de fazer uso do talento musical para escrever a letra e compor a música de vários salmos de louvor e proféticos que passaram a ser cantados no tabernáculo, e mais tarde no templo. Muitos estão transcritos para o livro de Salmos, em nossas Bíblias. Davi trouxe a alegria ao povo em servir ao Senhor em seu santo tabernáculo. No Salmo 122:1 ele declara: “Alegrei-me quando me disseram: vamos à casa do Senhor”.


O SEGREDO DAS VITÓRIAS DE DAVI


Davi em suas batalhas sempre consultava a Deus e pedia orientações:

- Perguntava se deveria ou não lutar (IISm 5.23)
- Obedecia cuidadosamente ás instruções (IISm 5.25)
- Transferia a glória para o Senhor (IISm 6.18; IISm 7.18)

UMA SÍNTESE DE ACONTECIMENTOS BÍBLICOS EM ISRAEL

O movimento Sionista – No final do Séc. 19 movimentos nacionalistas contribuíram para unificação de países europeus para construir sua própria pátria. Para os Judeus não havia espaço para integração do país.
A restauração nacional – A ONU (Organização das Nações Unidas) aprovou em 1947 a fundação de um estado judeu na palestina, isto mostra o cumprimento da palavra de Deus. (Am 9.14-15; Ez 36.24; 37.21)
A restauração espiritual – No texto de Ezequiel nos mostra esta restauração nacional e espiritual de Israel. (Ez 37.1-11; Is 66.8; Zc 12.10; Ez 37.23-28). Após cumprir as profecias sobre Israel, a restauração se dará sobre a volta dos Judeus á Palestina que é vinculado a vinda de Jesus.
CONCLUSÃO
O aprofundamento da vida espiritual de Davi no deserto e sua dependência do Senhor ali, lhe foi muito proveitoso em seu desempenho como chefe nacional do povo de Deus. A expansão do reino de Davi se deu pela obediência e pelas estratégias militares. Israel estava cada vez mais forte e segura. Davi derrotou por duas vezes os filisteus. A expansão territorial e os ideais religiosos, conforme são contemplados por Moisés se concretizaram em grau maior do que jamais antes ou depois, na história de Israel. Nos séculos seguintes, as esperanças proféticas acerca da restauração da sorte de Israel são repetidamente alusivas ao reino davídico como um ideal. Portanto, toda esta prosperidade caminha ao lado com a preocupação com a fé nacional no Deus Vivo e Verdadeiro.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Lições bíblicas – CPAD
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal – CPAD
Historia de Israel no Antigo Testamento - CPAD
Bíblia de estudo Plenitude – SBB
Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD


As grandes Doutrinas da Bíblia – CPAD


Davi, um modelo de sucesso pelo arrependimento - MUNDO CRISTÃO


sábado, 7 de novembro de 2009

DAVI UNIFICA O REINO DE ISRAEL



INTRODUÇÃO


Uma nação precisa de um centro para organização e comando, onde as decisões possam ser tomadas adequadamente e a administração funcione de forma a beneficiar todo o povo. Davi reinou em Hebrom, apenas sobre a tribo de Judá, por sete anos e meio (IISm 2.1-7; 5.5); e, depois, reinou em Jerusalém, trinta e três anos, sobre as doze tribos de Israel (IISm 5.5),  conforme o Senhor havia prometido (ISm 13.14; 16.12). 


ENTENDENDO A HISTÓRIA DO REI SAUL


·         Saul era filho de Quis, da tribo de Benjamim (ISm 9.1)
·         Foi ungido pelo profeta Samuel (ISm 10.1)
·         Escolhido pelo povo de Israel para reinar sobre eles (ISm 10.17-24)
·         Iniciou bem a sua missão como rei de Israel, vencendo os amonitas, e trazendo alegria para todos os homens de Israel (ISm 11.1-15)
·         No segundo ano do seu reino demonstrou fragilidade, recebendo a sentença que o seu reino não subsistiria (ISm 13.8-14)


Motivos da decadência de um reino:


Precipitação - Quando o povo de Israel estava em guerra contra os filisteus (ISm 13.1-7), Saul esperou o profeta Samuel por sete dias, conforme Samuel havia lhe ordenado (ISm 10.8). Como Samuel não chegou, Saul se antecipou e ofereceu holocaustos (ISm 13.8,9), o que não lhe competia fazer, pois, oferecer sacrifícios era função do sacerdote, e não do rei (Lv 1.13,15; 5.8; 14.12,20).   
Desobediência e mentira - Deus ordenou a Saul, por intermédio do profeta Samuel, que ele matasse os amalequitas, inclusive a todos os seus animais. Porém, Saul não matou a todos os animais, somente aqueles que eram desprezíveis, tomando o melhor das ovelhas e das vacas para si (ISm 15.1-9). O Senhor, então, mandou o profeta Samuel repreender a Saul (ISm 15.10,11). Como não bastasse a desobediência, Saul mentiu, tentando enganar o profeta. Quando Samuel foi repreendê-lo por não ter cumprido o mandado do Senhor, Saul foi ao seu encontro e lhe disse: “Bendito sejas tu do Senhor; cumpri a palavra do Senhor” (ISm 15.13). 
Inveja e ódio de Davi - Quando as mulheres cantaram, dizendo: “Saul feriu os seus milhares, porém, Davi os seus dez milhares” (ISm 18.7), o ciúme tomou conta de Saul. Por duas vezes ele atirou a lança contra Davi, enquanto ele tocava a harpa (ISm 18.10,11). Depois Saul tentou matar a Davi pela astúcia, quando o coloca à frente do exército de Israel, contra os filisteus (ISm 18.17-19). Também ordenou a seus servos que matassem a Davi (ISm 19.1). Porém, Deus não permitiu que Saul lhe tirasse a vida (ISm 23.14).
Mandou matar os sacerdotes do Senhor - Quando Saul estava perseguindo a Davi, soube que ele esteve com o sacerdote Aimeleque, e que este havia lhe dado pão e a espada de Golias (ISm 21.1-9). Mesmo o sacerdote Aimeleque justificando que não sabia que Davi fugia diante da face do rei, Saul não lhe poupou a vida; e mandou matar a todos os sacerdotes do Senhor, bem como a todos os moradores da cidade de Nobe (ISm 22.16-19).  
Consulta a pitonisa - Saul estava em guerra contra os filisteus. Samuel já estava morto e o Senhor não falava mais com Saul, nem por sonhos, nem por intermédio dos profetas. Então, Saul se disfarçou e foi até a cidade de En-Dor a consultar uma mulher que tinha um espírito de adivinhação (ISm 28.1-25), o que Deus havia proibido na Lei (Dt 18.9-12). Todos estes pecados fizeram com que Saul se distanciasse cada dia mais do Senhor, tendo um trágico fim (ISm 31.1-10).


A CONFIRMAÇÃO DA HISTÓRIA DO REI DAVI
IISm 5.1,2. Então todas as tribos de Israel vieram a Davi em Hebrom e disseram: Eis-nos aqui, teus ossos e tua carne! Além disso, outrora, quando Saul ainda reinava sobre nós, eras tu o que saías e entravas com Israel; e também o Senhor te disse: Tu apascentarás o meu povo de Israel, e tu serás chefe sobre Israel. Podemos entender, quando ele louva a Deus em IISm 22, ali vemos as bases de sua história e vitórias e seu caráter de “homem segundo o coração de Deus”. Davi prova que ele fora provisão de Deus para Israel e confirmação da instalação eterna do messiânico Cetro de Judá. IISm 5.10-12. Davi ia-se engrandecendo cada vez mais, porque o Senhor Deus dos exércitos era com ele. 
A UNIFICAÇÃO DO REINO DE ISRAEL
Após os anos difíceis no exílio, resultante também da morte de Saul, Davi se instalou em Hebrom (ICr 11.1-4). Naquele local ele consultou ao Senhor (IISm 2.1) voltou-se para Deus, abrindo mão da segurança e satisfação própria (ISm 30.6). Em Hebrom Davi fora aclamado rei de Judá (IISm 2.4). Mas não sem oposição, pois Abner havia posto Isbosete como rei sobre boa parte do território israelita. Mas o Senhor já havia planejado que Davi seria o rei de Israel (ISm 16.1). Somente depois de sete anos Davi conseguiu unificar o reino de Israel, sendo, então, aclamado rei a fim de apascentar as ovelhas da casa de Israel (IISm 5.1,2). O rei Davi, em conformidade com o designo divino, deveria cuidar do povo, não explorá-lo. A Bíblia diz que Davi reinou por quarenta anos, sendo que, sete anos e meio em Hebrom e trinta e três anos em Jerusalém (IISm 5.4,5).
CONCLUSÃO


Davi nunca fugiu do teste de paciência para chegar ao trono de Israel. Permaneceu fiel em suas convicções de que Deus no momento certo iria prover o necessário para um reinado abençoado. Os desafios ao longo da vida não enfraqueceram a sua fé e nem diminuíram sua dedicação ao Senhor. A unificação do reino por parte de Davi foi um dos mais importantes acontecimentos da história do povo de Deus.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Lições bíblicas – CPAD
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal – CPAD
Bíblia de estudo Plenitude – SBB
Davi, um modelo de sucesso pelo arrependimento - MUNDO CRISTÃO
Davi, um homem segundo o coração de Deus – MUNDO CRISTÃO

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

DAVI E SUA EQUIPE DE LIDERADOS



INTRODUÇÃO

O líder deve ser um referencial de segurança, virtude, firmeza, intrepidez, dedicação, coragem e acima de tudo um homem cheio da graça, do conhecimento e temor a Deus. A vida de Davi nos deixou grandes exemplos de liderança. Quer seja quando ele estava à frente do exército de Israel (ISm 18.5,13-16); quer seja quando liderou um exército de quatrocentos homens (ISm 22.1,2); ou quando ele tornou-se o rei de Israel (IISm 5.1-12). Podemos extrair preciosas lições da liderança, bem como aprender sobre a importância e a necessidade do trabalho em equipe.

DEFINIÇÃO DE LIDERANÇA

Segundo os mais renomados dicionários, “liderança” é a forma de denominação baseada no prestígio pessoal do líder e aceita pelos liderados. Liderar é influenciar. É a habilidade de influenciar outras pessoas canalizando esforços para a realização de um determinado objetivo. No decorrer da história, Deus escolheu diversos líderes para Seu povo, tais como: juízes, reis, profetas, apóstolos, etc. Encontramos na Bíblia, diversos exemplos de liderança.

Moisés - Liderou o povo de Deus durante quarenta anos, durante a peregrinação no deserto, conforme está escrito nos livros de Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.
Josué - Sucessor de Moisés recebeu a incumbência de conquistar a terra de Canaã (Js 1.1-9).
Gideão - Um dos juízes levantados por Deus, para livrar a Israel das mãos dos midianitas (Jz 6.1-8.21).
Jesus - O maior exemplo de liderança e o modelo para todos os líderes (Mc 3.13-19);
Pedro, Tiago e João - Foram os discípulos de Jesus que se destacaram dentre os demais, e tornaram-se “as colunas da igreja” (Gl 2.9).
Paulo - Era um perseguidor da igreja, mas, depois do encontro com Cristo, no caminho de Damasco, tornou-se um grande pregador do evangelho e o apóstolo dos gentios (Rm 11.13; ITm 2.7).

O NASCIMENTO DE UM LÍDER

Em primeiro lugar temos que convir que ninguém nasce líder, mesmo que ele ainda seja de família de projeção em nível nacional ou mundial. Como também a liderança não vem através de herança ou legado.
O verdadeiro líder – Nasce da vontade de Deus, através de um momento de extrema necessidade do povo. Ex: Moisés, Gideão, Davi, e outros.
O falso líder –  nasce da seguinte forma: Na confusão, no embaraço, e em outras circunstâncias desfavoráveis. Ex: Coré, Absalão e outros.

IDENTIFICANDO UM LÍDER

A grande maioria dos líderes nasce no anonimato, e no momento preciso aparecem rompendo a barreira que os separavam da glória ou fama, muitos destes, nem pelo menos imaginaram um dia poderem está à frente de grandes empreendimentos. A Bíblia revela duas maneiras distintas na apresentação do verdadeiro e do falso líder:
O verdadeiro – É revelado por sua coragem, prontidão, resolução, iniciativa e fidelidade na prestação de serviços ao reino de Deus.
O falso – Torna-se conhecido por sua astúcia, sagacidade, e falso desempenho das atividades ligadas ao reino de Deus.

LÍDERES QUE VALORIZARAM O TRABALHO EM EQUIPE

Moisés - Aconselhado por seu sogro Jetro, escolheu homens capazes de todo Israel e os pôs por maiorais de mil, maiorais de cem, maiorais de cinquênta e maiorais de dez, para lhes auxiliar e resolver algumas causas (Ex 18.24-26).
Josué - Liderou o povo de Deus na conquista de Canaã, mas não a conquistou sozinho. Ele contou com dois homens para espiar a cidade de Jericó (Js 2.1-24); com um grande exército que o ajudou na conquista (Js 6-12).
Gideão - Liderou um exército de 300 homens, e os dividiu em três esquadrões para destruir os midianitas (Jz 6.15,16).
Jesus - Escolheu doze homens para que estivessem com Ele, e depois os enviou à pregar, curar os enfermos, ressuscitar os mortos e libertar os endemoninhados (Mt 10.1-42); depois enviou outros setenta (Lc 10.1-24).
Pedro, Tiago e João - Depois da ressurreição e ascensão de Cristo se reuniram para escolher o sucessor de Judas Iscariotes (At 1.15-26); bem como a sete diáconos para cuidar das viúvas e ministério cotidiano (At 6.1-7).
Paulo - Valorizava o trabalho em equipe, pois, em suas epístolas, descreve o nome de diversos cooperadores (Rm 16.3; Cl 4.11; Fm 1.24).

DAVI INSPIRAVA SEUS LIDERADOS
Davi já estava velho; não é mais o garoto que matava leões e ursos que ameaçavam rebanhos. Também não é mais o jovem destemido que, com uma funda e cinco pedrinhas, derrubara o gigante Golias. Mas ainda acha que pode guerrear!
Acaba de enfrentar outro gigante, Isbi-Benobe, mas quase morre desta vez, não fosse pela intervenção de Abisai. Por isso, seus próprios soldados lhe aconselharam: “Por favor, rei, fica em casa, para que não apagues a lâmpada de Israel”. Como a luz flui da lâmpada, o calor do fogo, e os pensamentos da mente, assim Davi era o símbolo da Providência e Promessas de Deus para Israel.
Os liderados de Davi o amavam, respeitavam, obedeciam e lhe devotavam total admiração. A lealdade destes homens não era interesseira, não estavam atrás de promoção, nem eram bajuladores ou hipócritas. Nesta altura dos acontecimentos Davi compõe um cântico a Deus, que corresponde ao Salmo 18, e que expressa agradecimentos por livrá-lo “da palma da mão de todos os seus inimigos e Saul”.
DAVI ERA UM LÍDER PRUDENTE
Todos os ambientes onde o poder circula são lugares que inspiram cuidados no trato pessoal interpessoal. E Davi teve que aprender de forma correta. A Bíblia diz que ele “se conduzia com prudência em todos os seus caminhos, e o SENHOR era com ele”, ISm 18.14. Davi não buscava o poder, e sim se conduzir de forma correta diante do Senhor. Em um momento em que muitas pessoas estariam ao lado do rei para pedir favores, buscar influência e ser aduladores, Davi era servo, indo onde Saul ordenava, trabalhando com homens de guerra e sendo considerado até pelos servos de Saul (ISm 18.5).


AS LIÇÕES QUE PODEMOS APRENDER COM A LIDERANÇA DE DAVI

Como líder, Davi tinha a habilidade necessária para treinar homens que não possuíam nenhuma capacidade – Ele transformou estes homens na Elite Militar da sua época. Um verdadeiro exército de Deus. De covardes, Davi os fez valentes e poderosos (IISm 23.8), de aflitos, Davi os fez soldados valorosos (ICr 12.22), de endividados, Davi os fez mais valiosos do que ouro: O menor valia por 100 homens e o maior por 1000 (ICr 12.14).
O verdadeiro líder não deve descartar seus liderados. Liderar não é uma tarefa fácil, principalmente quando se trata de liderar pessoas que estejam em aperto, endividados e desgostosos, como aqueles homens liderados por Davi. Mas, uma das virtudes do líder é motivar seus liderados e dar-lhes esperança de um futuro melhor.
O verdadeiro líder deposita a sua confiança em Deus. Apesar de contar com aqueles homens para a batalha, Davi sempre depositou a sua confiança em Deus. Antes de sair à peleja, ele costumava consultar ao Senhor (ISm 23.2; 30.8; IISm 2.1). Pois, ele sabia muito bem que a vitória não dependia de seus homens, e sim, do seu Deus. Veja o que ele mesmo diz nos Salmos 55, 57 e 59.
O verdadeiro líder ensina seus liderados. Ensinar aos liderados é um dever de todo líder. Davi aproveitava as oportunidades para ensinar seus homens (ISm 24.7,8; 26.8-10). Enquanto Saul contava com um poderoso exército de homens bem treinados e alimentados, Davi dispunha apenas de um pequeno grupo de homens desqualificados. Mas, o grande e bem treinado exército de Saul não pôde impedir que ele fosse derrotado e morto (ISm 31.1-13); enquanto que, aqueles fracos homens de Davi, puderam vê-lo sendo constituído rei de todo o Israel (IISm 5.1-12). Como disse o apóstolo Paulo "Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes" (ICo 1.27).

CONCLUSÃO

"Para que um homem seja líder ele tem de ter seguidores, e para que tenha seguidores ele tem de ter a confiança deles. Assim sendo, a primeira qualidade do líder tem de ser integridade inquestionável. Sem ela, não é possível o verdadeiro sucesso, não importam se estejam trabalhando em turma de fábrica, campo de futebol, no exército ou num escritório. Se os colegas de um homem descobrem nele falsidade, se percebem que nele falta integridade direta, este homem fracassará. Seus ensinos e seus atos devem ser congruentes. Assim, a maior necessidade é integridade e propósito elevado"  (BARBER, Cyril J. Neemias e a Dinâmica da Liderança Eficaz. São Paulo, SP.: Editora Vida, 1999, p.79).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Lições bíblicas – CPAD
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal – CPAD
Bíblia de estudo Plenitude – SBB
Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD
As grandes Doutrinas da Bíblia – CPAD
Davi, um modelo de sucesso pelo arrependimento - MUNDO CRISTÃO
Davi, um homem segundo o coração de Deus – MUNDO CRISTÃO

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

DAVI E O TEMPO DE DEUS EM SUA VIDA



INTRODUÇÃO


Uma das grandes lições na história de Davi é a sua paciência para esperar o momento certo de ascender ao trono de Israel. Apesar de ter sido ungido para ser rei sobre Israel quando ainda era bem jovem, Davi esperou aproximadamente entre 15 a 18 anos, para começar a reinar aos 30 anos de idade (IISm 5.4). Esperar não é uma tarefa fácil, principalmente na atualidade, onde as pessoas vivem sob a pressão do imediatismo. Hoje, tudo tem que ser instantâneo, imediato, até mesmo as bênçãos de Deus. Ninguém quer esperar. Contudo, a lição que extraímos da história do rei Davi nos faz descobrir a importância de ser paciente, e a cooperar com o Espírito Santo enquanto Ele produz este fruto em nós.


DEFINIÇÃO DE TEMPO


Chronos (o nosso tempo) – significa o tempo medido em semanas, horas e minutos; o tempo que corre; nós o usamos para alcançar um fim. Queremos o máximo de chronos para fazer o máximo de coisas. Por isso que andamos fisicamente fatigados e emocionalmente estressados.
Kairós (o tempo de Deus) – o momento apropriado para que uma coisa se realize; é o momento indeterminado no tempo em que algo especial acontece; não pode ser medido e sim vivido. O salmista sabia disso, por isso se expressou: “Porque mil anos são aos teus olhos como o dia de ontem que passou, e como a vigília da noite” (Sl 90.4). Muitas vezes queremos que as coisas aconteçam na nossa hora, mas Deus sabe o momento certo para agir na nossa vida.


SAUL PERDEU TUDO POR NÃO SABER ESPERAR O TEMPO DE DEUS

Saul perdeu seu reino, seu prestígio, e quem sabe se não a sua alma, por não esperar. O caso dele se destaca pelas perdas sofridas, mas a história está repleta de calamidades causadas pela impaciência de servos de Deus que não souberam esperar e apelaram para soluções de cunho humano. Mesmo Davi, o sucessor de Saul, escolhido a dedo e abençoado por Deus, caiu nessa armadilha. O mesmo profeta Samuel, depois de avisar Saul do resultado de outra desobediência (I Samuel
15.19-28), é enviado por Deus à casa de Jessé para ungir seu filho Davi como novo rei sobre Israel. Mas Saul ainda ocupa o trono. Os servos dele, vendo que é atormentado por espíritos malignos, e sabendo do talento de Davi, o convidam para tocar no palácio e espantar os males do rei. Este, ciente de que Deus o havia rejeitado e escolhido a Davi, tenta por várias vezes matá-lo.

DAVI ESPERA O TEMPO DE DEUS EM MEIO ÀS AMEAÇAS

Davi acaba fugindo de Jerusalém para não ser morto. Começa então uma longa caçada. Saul e seus homens no encalço de Davi, e ele de caverna em caverna por entre os penhascos e vales do sul do país. A hora chega em que Davi cansa do jogo de esconde-esconde e pára. Infelizmente, não é para falar com Deus, mas para raciocinar. E a frase maldita se repete: “Disse, porém, Davi consigo mesmo: Pode ser que algum dia venha eu a perecer nas mãos de Saul; nada há, pois, melhor para mim do que fugir para a terra dos filisteus; para que Saul perca de todo as esperanças e deixe de perseguir-me por todos os limites de Israel; assim, me livrarei da sua mão” (I Samuel 27.1). Nada há melhor do que fugir!

VIDA E TEMPO – UM MISTÉRIO

A vida é um projeto misterioso criado por Deus, um veículo à disposição do homem que viaja no tempo ao encontro do seu verdadeiro dono, a Eternidade. A teoria da relatividade incluiu o tempo como mais uma medida do universo além das três medidas, altura, largura e profundidade, já conhecidas e propostas pela física. Certas medidas como espaço e velocidade, empurradas para o infinito, estão entre outras no contexto profético da Bíblia, quando fala da multiplicação da ciência e da velocidade nos últimos dias, despertando o homem para valores imensuráveis, até imponderáveis, que inclui talvez o maior mistério e realidade imaterial que é o tempo, que abriga uma pequena referência para o homem e sua temporalidade. Descobrir e viver o tempo é algo muito especial e até particular para muitos que sequer conseguem entender a dinâmica e finalidade de tal medida, vista e analisada no campo da ciência e por vezes no campo espiritual.

UMA REFLEXÃO SOBRE O TEMPO


Nós humanos marcamos horas e anos e queremos que Deus se encaixe em nossas medidas de tempo. Mas “para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia” (IIPedro 3.8). Não podemos nos esquecer de que o nosso “tempo” não está inserido num contexto de eternidade. Deus não mede como nós medimos, e nós não pensamos como Deus pensa. Nossa oração deve ser a de Moisés no Salmo 90.12: “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio”, e a de Davi no Salmo 86.11: “Ensina-me, Senhor, o teu caminho”. O tempo é uma das ferramentas mais usadas por Deus na formação de seus filhos. Na espera ele molda o caráter e trabalha as questões como a impaciência, as dúvidas e o desânimo. Cabe a nós acreditar nas habilidades do divino Oleiro, nos entregar a Ele como barro, e esperar o resultado. O vaso não tem o direito de opinar sobre a forma que vai tomar, nem sobre o tempo que vai levar a sua formação.

PACIÊNCIA PARA VENCER O TEMPO


A palavra paciência, no original, associa as idéias de longanimidade e serenidade em dimensões divinas. Trata-se de aprender a esperar no Senhor sem perder a esperança, mesmo que ocorram falhas e insucessos. Esta virtude capacita o crente para exercer o domínio próprio diante das provações, ou seja, ele não se precipita em “acertar as contas” ou punir. Ao mesmo tempo, também resiste ao prolongamento de circunstâncias difíceis. É a perseverança ou a habilidade para suportar.

A INFINIDADE DE DEUS

Infinidade, quando aplicada a Deus, significa que Ele é livre, ilimitado, insondável, imensurável, incomparável e incompreensível. Estas são grandes palavras, tanto no tamanho quanto no significado, e palavras grandes são necessárias para a descrição dum tão grande e glorioso Deus. Deus é tão grande que todos os habitantes da terra são comparados ao nada quando colocados ao Seu lado. Daniel 4.35. Deus é infinito em todos os Seus atributos. A infinidade contrasta Deus com Suas criaturas. Deus é infinito; o homem é finito. A infinidade de Deus apresenta-se principalmente em Sua onipresença e Sua eternidade. Deus não é limitado pelo espaço, portanto Ele está em toda parte; nem pelo tempo, portanto Ele é eterno.


CONCLUSÃO


Essa é uma grande lição: saber esperar o tempo certo, pois é assim que o livro de Eclesiastes 3.1 a 10 nos ensina. saber aguardar o momento certo, sem "tramóias" ou manobras políticas é uma virtude que todo homem de Deus precisa aprender. Em determinadas situações, não podemos fazer absolutamente nada, a não ser esperar e confiar que os planos do Eterno jamais poderão ser frustrados. Essa certeza faz com que os servos de Deus esperem com paciência e sem amargura ou dor, naquEle que pode todas as coisas. E Davi não fugiu do teste da paciência para chegar ao trono de Israel. Permaneceu fiel em suas convicções de que Deus trataria com aqueles que o perseguiam e que, no tempo certo, cumpriria sua Palavra.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal – CPAD


Bíblia de estudo Plenitude – SBB


Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD


As grandes Doutrinas da Bíblia – CPAD
Lições bíblicas - CPAD

O Antigo Testamento Interpretado - Versículo por versículo – Hagnos 2002.

Ministério Palavra Prudente


quarta-feira, 21 de outubro de 2009

CRISTÃO PRESO FAZ GREVE DE FOME




SOMÁLIA  – Um cristão somaliano convertido do islamismo e morador de um estado que se declarou independente da Somália, chamado Somaliland, começou uma greve de fome para protestar contra sua transferência para uma prisão perigosa em uma parte remota do país. Osman Nour Hassan foi preso no dia 3 de agosto por supostamente distribuir material cristão na vila de Pepsi, no subúrbio da capital do país, Hargesia. No dia 9 de setembro, as autoridades transferiram Osman da prisão na capital para uma prisão em Mandere, a 60 quilômetros de distância – a uma semana de viagem, o que dificulta as visitas, já que é uma viagem cara para os padrões do local. “Osman está em um péssimo estado”, contou um cristão para a Compass. “Ele está muito desanimado”. Em agosto, os mulçumanos que acusaram Osman se reuniram com sua família, que também é muçulmana, e concordaram que mestres islâmicos ou sheiks deveriam ir até a cadeia aconselhá-lo dentro da doutrina islâmica. Dois sheiks encontraram com o cristão na cadeia e rogaram que ele parasse de pregar o Evangelho, mas Osman se recusou. “A família de Osman e os sheiks pediram para que sua situação na prisão piorasse, como uma forma de punição, na esperança de que ele negasse a fé cristã e voltasse para o islamismo”, contou uma fonte que prefere permanecer anônima. “Até agora a família de Osman permanece silente e não oferece a ele nenhum tipo de apoio”. Propagar qualquer outra religião é proibido em Somaliland, algo que é totalmente contrário aos padrões internacionais de liberdade religiosa tais como o artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos. De acordo com o Relatório de 2008 sobre Liberdade Religiosa Internacional do Departamento de Estado dos Estados Unidos da América, o artigo 5 (1-2) da constituição de Somaliland declara que o islã é a religião do Estado e proíbe a propagação de qualquer outra fé e o artigo 303 prevê as penas para os muçulmanos que mudam de religião. As autoridades locais têm tentado, de todas as maneiras, frustrar os esforços de garantir o direito que Osman tem a um advogado insistindo que ele não teria como apelar de sua sentença, conta a fonte. Nenhum cristão jamais tentou iniciar um processo para ter sua liberdade religiosa garantida em alguma corte de Somaliland, ela continua. “Ele precisa da ajuda de um advogado, o que parece impossível de conseguir”, declara a fonte. “Mas eles não darão a Osman o direito a defesa. Ele se sente negligenciado, então está rejeitando comida para protestar esse tratamento desumano”. De acordo com três cristãos da Somaliland que fugiram do país, as autoridades locais começaram um esforço para acabar com os cristãos que se reúnem em igrejas subterrâneas em áreas predominantemente muçulmanas. Vários cristãos foram presos, mortos ou fugiram de suas casas enquanto os muçulmanos tentar parar a distribuição clandestina de Bíblias, contam as fontes. Osman foi acusado de distribuir material cristão para um menino de sua vila que depois o mostrou para amigos e família. A família do menino relatou o incidente a polícia, contam as fontes, e então Osman, de 29 anos, foi preso. “Ele argumenta que só possuía um material cristão que usava para estudo, e não para evangelismo”, conta um cristão. “Osman precisa de um advogado que cuide de sua causa, porque para alguém que já foi muçulmano, é proibido por lei praticar o cristianismo ou qualquer outra religião que não o islamismo”. Apesar de sentir desanimado, Osman disse recentemente que está ligado a Cristo.
“Eu continuo pertencendo a Jesus”, ele disse. “Tenho certeza de que algum dia serei livre e estou bem de saúde, mas me sinto muito ansioso e estressado. Por favor, orem por mim”.
Fonte: Portas Abertas

ESTUDOS BÍBLICOS