INTRODUÇÃO
Misticismo: [Do lat. mystica, espiritual] É uma atitude mental de busca da união intima e direta do homem com a divindade, baseada mais na intuição e no sentimento do que no conhecimento racional. A palavra “místico” foi usada pela primeira vez por Dionysius, o Areopagita no final do V século, para sistematizar um tipo de Teologia onde Deus era entendido como um ser absoluto e transcendente, além do natural. A essência principal do misticismo é a experiência com o sobrenatural. Profecia é a mensagem ou palavra do profeta. Já o misticismo, é a tendência para a união espiritual íntima com seres espirituais tenebrosos (Ef 6.12).
A AVALIAÇÃO DA PROFECIA
Os embusteiros - ‘Aquele que usa de embuste; mentiroso; intrigante; intrujão’ O texto de Deuteronômio 13.1 fala sobre "profeta" ou "sonhador", na realidade está referindo-se a alguém que se apresenta como tal, e é possível que ele realize perante o povo "um sinal ou prodígio". Moisés faz advertências contra a apostasia. Ele inicia o texto advertindo contra os pseudo-profetas para enfatizar que embora um profeta parecesse ter credenciais impressionantes, o teste teológico continuava sendo crucial. Em qualquer caso de desvirtuamento, a pena era a morte; Deus abomina tanto a adoração a falsos deuses, que ordena a destruição total para qualquer cidade entre os israelitas que pratique tal coisa.
Como identificar a fonte do milagre? (13.2) - É impossível alguém operar milagres da parte do Senhor e, ao mesmo tempo, adotar uma teologia contrária à Bíblia, ou seja, quem ensina ao povo a seguir a um deus estranho está incitando a rebelião contra Deus. Moisés alertou os israelitas contra esses falsos profetas que encorajavam o povo a adoração a outros deuses (Dt 13.5) - Jesus, em Mateus 7.15-20, mostra como um cristão pode identificar um falso profeta.
Deus usa o falso profeta para provar os seus servos (13.3). Há uma necessidade urgente de comunhão com o Senhor, ser fiel e examinar minuciosamente, com toda atenção, a Palavra revelada. O perigo do desvio surge, muitas vezes, de pessoas que parecem espirituais. Tais pessoas, às vezes, falam com muita ‘unção’, e operam milagres [...]. Uma das formas mais simples de avaliação de um falso profeta é o conteúdo de sua mensagem e a forma religiosa e filosófica do profeta, ou sonhador, acerca de Deus, do ser humano e do mundo, afasta-se das Escrituras, contrariando a doutrina bíblica, ainda que ele faça descer fogo do céu à nossa vista e impressione o povo, devemos continuar firmes em nosso lugar, pois tais manifestações são de fonte estranha. A forma mais segura na avaliação de uma profecia consiste na coerência com os mandamentos Bíblicos. As palavras do Senhor Jesus nos mostra como se dá esta coerência: “Por seus frutos os conhecereis. Porventura, colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos?” (Mt 7.16).
PRÁTICAS DIVINATÓRIAS
As abomináveis práticas divinatórias (18.9) - A Bíblia ressalta essa prática no Egito; o livro do Êx 7.11 ss, narra que tendo Moisés e Arão feito prodígios diante do Faraó, os magos do Faraó, através de suas artes mágicas, fizeram o mesmo. Em Is 47.l2ss e em Dn 1.20; 2.2ss, mostram a importância que a magia possuía entre os babilônios. Por isso Deus estabeleceu a mais severa das punições para quem recorresse a mágicos e adivinhos, ou invocasse os espíritos: a pena de morte (Êx 22.18; Lv 20.27; 19.26-31; 20.6; Dt 18.9-14). O Novo Testamento declara que quem pratica tais coisas não entrará no reino de Deus (Gl 5.20,21; Ap 22.15).
Adivinhador, prognosticador, agoureiro, feiticeiro, encantador, necromante e mágico (18.10,11) - Os adivinhos ou feiticeiros procuravam predizer eventos futuros ou desvendar segredos, pela ação de espíritos malignos ou de algum meio humano. O propósito satânico tem sido sempre tirar os homens do caminho verdadeiro e introduzi-lo em algum substituto.
Bruxo e bruxaria – Para entendermos melhor o assunto, veremos o que significa estas palavras: bruxo (“Indivíduo que faz bruxarias; feiticeiro.”) e bruxaria (“Ação ou fato que se atribui a bruxas; feitiçaria, sortilégio. Acontecimento extraordinário, inexplicável, que se atribui a forças sobrenaturais”). (dicionárioweb). A palavra hebraica empregada para "feiticeiro" é usada também para "bruxo"; os tais faziam parte do grupo de conselheiros de Faraó, com os seus sábios e magos (Êx 7.11). O termo hebraico traduzido em nossas versões por "encantador de encantamentos" denota "amarrar" alguém por meio de mágica. É o praticante de macumba, de despacho etc. A palavra hebraica usada para "espírito adivinhante" ou "necromante", na ARA, tem sentido abrangente: médium, espírito, espírito de mortos, necromante e também mágico (Lv 19.31; 20.6; Is 8.19; 29.4). A Bíblia proíbe todo o tipo de bruxaria, incluindo feitiçaria, astrologia e magia. Em IICrônicas o rei Manasses, fez o que era mal aos olhos do Senhor e pagou o preço por suas escolhas ruins. Deus disse sobre o envolvimento de Manasses com a bruxaria: “Fez ele também passar os seus filhos pelo fogo no vale do Filho de Hinom, e usou de adivinhações, e de agouros, e de feitiçarias, e consultou adivinhos e encantadores, e fez muitíssimo mal aos olhos do SENHOR, para o provocar à ira”.(IICr 33.6).
PRÁTICAS CONDENADAS PELA BÍBLIA SAGRADA
Astrologia: adivinhar por meio dos astros celestes (Is 14.13; 2Rs17.16; 21.3; 23.5; Dn 2.27). De todas as nações existentes, Israel foi a única ensinada a não se envolver com as artes mágicas e nem temer os sinais dos céus. “Assim diz o SENHOR: Não aprendais o caminho dos gentios, nem vos espanteis dos sinais dos céus; porque com eles se atemorizam as nações.” (Jr.10.2).
Belomancia: Arte de adivinhar por meio de flechas. As flechas eram jogadas ao largo a que parasse mais distante determinava o prognóstico sobre a pessoa: “Porque o rei de Babilônia parará na encruzilhada, no cimo dos dois caminhos, para fazer adivinhações; aguçará as suas flechas...” (Ez 21.21).
Necromancia: Arte de adivinhar por meios da evocação dos mortos (Dt 18.11). Por meio de espírito familiares, isto é, entidades que podem aparecer por meio de invocações desses espíritos (Is 19.3).
Hepatoscopia: Arte de adivinhar por meio da análise do fígado das vítimas (Ez 21.21) “... consultará as imagens, atentará para o fígado...”. Cada parte do fígado tinha sua própria significação. Este órgão também era considerado em muitas nações pagãs como sendo o centro da vida.
Rabdomancia: Adivinhação por meio de varas mágicas: “O meu povo consulta a sua madeira, e a sua vara lhe responde, porque o espírito da luxúria os engana, e prostituem-se, apartando-se da sujeição do seu Deus.” (Os 4.12).
Sonhos: As práticas divinatórias também envolviam sonhos; para isso, tinha-se o costume de dormir juntos aos sepulcros “Que habita entre as sepulturas, e passa as noites junto aos lugares secretos; come carne de porco e tem caldo de coisas abomináveis nos seus vasos...” (Is 65.4). A Bíblia mostra os sonhos dos homens de Deus, como o de José (Gn 37.5-10), mas em momento algum, essas revelações vieram acompanhados de práticas como essas citadas no versículo anterior.
A NECESSIDADE DA PROFECIA BÍBLICA
A voz de Deus na terra - A profecia bíblica é a voz de Deus na terra para nortear homens e mulheres no caminho seguro para o céu; é também chamada de a "profecia da Escritura" (IIPe 1.20). Mesmo com a queda do homem no Éden, o Senhor nunca deixou de se comunicar com as suas criaturas racionais. Através dos patriarcas, reis, sacerdotes e profetas, Ele revelou a si mesmo e se propôs a habitar no meio do seu povo (Êx 25.8; 29.45,46). Na atualidade, a voz do Senhor pode ser ouvida através da Palavra de Deus, que é pregada ao mundo inteiro por meio da "igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade" (ITm 3.15).
Revelação dos arcanos divinos - A palavra profética da Escritura é uma prova sólida que nos dá a certeza do cumprimento cabal da Bíblia como um todo, cujo ápice será o retorno triunfal de Cristo. Toda a Palavra teve sua origem em Deus, assim temos a firme convicção de que a mensagem de Deus é infalível e inerrante. As Escrituras em sua totalidade são verdadeiras e fidedignas em todos os seus ensinos (ICo 14.37).
O contraste entre a verdadeira profecia e as práticas pagãs - As práticas ocultistas e esotéricas, as quais tentam imitar a profecia bíblica são demoníacas, portanto, condenadas pela Palavra de Deus. O objetivo dos adivinhadores, magos, prognosticadores, agoureiros, necromantes etc., é o mesmo dos tempos bíblicos: fazer frente à vontade de Deus e ao evangelho de Jesus Cristo, levando o povo ao desvio do único caminho certo, à semelhança de Janes e Jambres que "resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade" (IITm 3.8).
A VERACIDADE DA PROFECIA
A profecia Bíblica proclama a vontade de Deus: “Assim fala o Senhor, Deus de Israel, dizendo: Escreve num livro todas as palavras que te tenho dito. Porque eis que dias vêm, diz o Senhor, em que farei tornar do cativeiro o meu povo de Israel” (Jr 30.30). O Senhor disse que iria trazer Israel do cativeiro, e trouxe, conforme a sua vontade revelada na profecia.
A Profecia Bíblica declara os juízos de Deus: “Filho do homem, profetiza e dize: “Filho do homem, profetiza e dize: Assim diz o Senhor JEOVÁ: Gemei: Ah! Aquele dia!”(Ez 30.2). Os juízos de Deus contra o pecado, por diversas vezes nas Escrituras, são mencionados nas profecias (Ez 21.2; 25.2).
A profecia Bíblica revela a santidade de Deus: “Tu, pois, lhes profetizarás todas estas palavras e lhes dirás: O Senhor, desde o alto, bramirá e fará ouvir a sua voz desde a morada da sua santidade” (Jr 25.30). Uma profecia que vai de encontro a santidade de Deus, tem que ser desprezada veementemente.
A profecia Bíblica mostra o grande amor de Deus: “Assim diz o Senhor Jeová, que não tenho prazer na morte do ímpio....convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois por que razão morrereis, ó casa de Israel?” (Ez 33.11). A história de Israel é marcada por desvios e grandes pecados, os juízos de Deus foram contundentes contra eles. Mas a misericórdia, a compaixão e sua grande longanimidade estão presentes nas profecias a partir do momento que o Senhor promete resgatar e restaurar o seu povo (Zc 12.7).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Cremos e pregamos o verdadeiro evangelho e sabemos que maravilhas acontecem em decorrência da pregação da Palavra de Deus (Mc 16.15-20). Fiquemos atentos, os falsos profetas tanto usam de ilusionismo como de sinais e prodígios de mentira (Mt 7.15-20; IITs 2.9; Mt 24.24; Dt 13.1-4). A profecia Bíblica é a voz de Deus na terra e por meio dela é proclamada a verdade e revelado o caráter santo do Senhor aos homens. Já o misticismo com as suas práticas divinatórias não provêm de Deus, e sim do maligno. A Bíblia a classifica como abominação, algo repugnante, detestável aos olhos do Senhor. “Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR” (Dt 18.12). Os formadores de opinião apresentam tais coisas como modismos, mas aos olhos de Deus são abominações (Dt 18.9-12; Ap 9.21; 21.8). Nós temos a Bíblia, o Senhor Jesus Cristo e o Espírito Santo, portanto, deixemo-nos ser guiados e ensinados pelo Consolador (Jo 14.26).
Bíblia de Estudo Pentecostal - CPAD
Cristianismo Equilibrado – CPAD
Pequena Enciclopédia da Bíblia – Editora Vida.
Bíblia de Estudo de Genebra, São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e SBB, 1999; Evidência que merecem um veredito – Editora Candeia
Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, Editora Objetivo, Rio de Janeiro, 2001










2 comentários:
Meu prezado irmão. A paz do Senhor.
Ótimo o seu blog, é isso que nós precisamos, homens comprometidos com o ensino da Palavra de Deus. Parabéns.
Se desejar, acesse e siga o meu blog: http//:juarezshalomadonai.blogspot.com
Ficarei muito feliz com a sua visita. Deus abençoe.
A Paz do Senhor Jesus.
Um ótimo comentário auxiliador para essa lição tão apropriada para os dias de hoje.
Fique com Deus!
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